Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Thomas Mueller -- eu trocaria Barcos do Grêmio por ele -- do Bayern de Munique faz o quarto gol contra o Barça que é, ainda, apesar dos 0x4, o melhor time do mundo. Foto de 23 de abril de 2013, Allianz Arena, Munique, Alemanha. Quero ver o Barça virar.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os Batista - Empresários Estado Dependente

Os Batista Eike e Eliezer

Eliezer Batista, pai de Eike, engenheiro, homem de classe média, foi trabalhar na antiga estatal Vale do Rio Doce, ocupando vários cargos, sendo nomeado presidente em 1961. De certa forma, foi ele que alavancou a Vale. Na década de 80, Eliezer idealizou e executou o tal Projeto Grande Carajás, explorando uma rica área de mineração na amazônia, nos estados de Pará, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão, no governo João Figueiredo. O certo é que Eliezer enriqueceu na época dos governos militares.

Eike Batista se aproveitou disso, largou o curso de engenharia na Alemanha e foi ganhar dinheiro nos garimpos adquirindo ouro na amazônia e vendendo no sudeste. Em pouco tempo, US$ 500 mil viraram US$ 6 milhões. Eike fez o que parecia menos sensato: gastou tudo em máquinas que faziam extração mecânica de ouro. E os US$ 6 milhões viraram US$ 1 milhão, por mês. Depois trocou o ouro pelo ferro.  Em 2005, então, ele fundou a mineradora MMX e vendeu uma fatia dela para Anglo-American por  US$ 5,5 bilhões. Essas informações estão aqui.

O certo é que hoje, apesar dos auxílios do governo petista, via BNDES, Eike perdeu  R$ 46 bilhões de 2012 a 2013. Sua fortuna está estimada hoje em R$ 22 bilhões (US$ 10,7 bi), segundo a Bloomberg. É só um terço do que tinha em março de 2012.

Segundo a Veja - e Eike disse que vai processar a revista - ,  o grupo X, de Eike, deve R$ 10 bilhões ao BNDES, além de R$ 5,5 bilhões ao Itaú, R$ 4,8 bilhões ao Bradesco e R$ 1,6 bilhão ao BTG Pactual

terça-feira, 23 de abril de 2013

E Vai Dar No New York Times



Pois, quem diria, Lula foi convidado para escrever colunas mensais no New York Times. Bem que faz o jornal novaiorquino que demonstra assim um espírito mais arejado e pitoresco.

Da Série, a Esquerda Não Sabe Interpretar Texto

 
 
 
 
O post abaixo, para variar, é do Diário Gauche e serve de exemplo para demonstrar como nossa certa esqueerda tem uma dificuldade -- e que parece invencível --- de interpretar textos. Eles leem de acordo com a sua lente ideológica. Impressionante. O assunto é a nova lei das domésticas e o Diário Gauche vai logo dizendo que a Zero Hora, do Grupo RBS, é contra essa lei. Ora, a ZH não está a dizer que é contra a lei, assim como fez a Veja em recente edição. O que a grande mídia está dizendo é que a classe média brasileira vai ter de se adaptar a essa nova lei -- que é importante no Brasil de hoje.
 

domingo, 21 de abril de 2013


Capa de Zero Hora quer atacar nova lei do trabalho doméstico



A capa do jornal Zero Hora, edição de hoje, é um primor de sutileza. Estampa a bela atriz global, Taís Araújo, com a sua beleza afro, numa pose desafiadora, vestida com esmêro e riqueza de detalhes.

A fotografia de Taís como que ilustra uma matéria sobre a nova lei do trabalho doméstico. Por óbvio e por tradição, ZH é contra a lei de direitos. Mas ao manifestar-se encobre-se com a máscara da covardia e da dissimulação.
 
Observem o nexo que o editor quis promover: uma negra bonita e produzida, com ar desafiador e insolente face às novas regras, com mais direitos, às trabalhadoras do ambiente doméstico.

A foto da atriz global ilustra, a rigor, uma matéria sobre o seu trabalho na TV, mas a forma como foi montado o jogo de ilustrações e manchetes da capa, há uma relação direta, embora subliminar, entre Taís e a crítica que o jornal faz à nova lei de direitos de trabalhadores no País.
 
A matéria de ZH quer criticar a lei de direitos. Para tanto, sugere que está havendo desemprego e insatisfação generalizada no meio: seja no patronato, seja entre as trabalhadoras.
 
Este é o jornal da RBS: jogando pedra numa lei modernizadora, constituinte de direitos, promotora de dignidade de trabalhadoras que eram tratadas com objetos do lar da classe média, uma lei que retira da servidão cerca de 7 milhões de pessoas que viviam no limiar entre a casa-grande e a senzala.
 
Quando os últimos sinais do regime escravocrata no Brasil são extintos, a RBS se insurge e faz essa capa da vergonha e do atraso.

Sei não, mas Taís Araújo pode muito bem processar judicialmente o jornal da RBS por uso indevido de sua imagem, racismo velado e danos morais.

BNDES e o Empresário Estado Dependente

Eike Batista o Empresário Estado Dependente e Luciano Coutinho do BNDES


Concordo  com o que disse Miriam Leitão em sua coluna hoje no jornal O Globo sobre o BNDES do Luciano Coutinho que adora beneficiar empresários do tipo Eike Batista -- o empresário estado dependente. Via facebook do Rodrigo - Privatize Já - Constantino.


Fica difícil encontrar o ganho para o país e a economia brasileira dessa insistência na proposta de que o Estado deva conduzir o capitalismo, que o financiador estatal deve direcionar as decisões do setor privado, e que se houver muita concentração em cada setor o Brasil será mais rico.

Isso já deu errado em 1970. E dará errado toda vez que for tentado. O que se cria com isso é uma distribuição arbitrária de privilégios e um empresário Estado-dependente. A multinacional bem sucedida é uma empresa capaz de competir no exterior e essa capacidade não será dada através de dinheiro barato ou sociedade com o banco estatal.

Nesse aspecto, é muito mais eficiente melhorar as condições gerais de competitividade do país para que as boas empresas, as que forem bem geridas e tiverem boa estratégia, possam crescer aqui e no exterior.

O Brasil está com baixo ritmo de crescimento há vários trimestres, o investimento encolheu no ano passado, algumas empresas escolhidas estão em apuros financeiros, dos quais querem ser tiradas com mais dinheiro público. É o que o país colhe por ter persistido num erro cometido nos anos 70.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Que É Mesmo Neoliberalismo?

Charge de Edgar Vasques, de esquerda, of course.


O que eu critico nessa certa esquerda é essa visão pronta e distorcida da realidade. A Grécia, por exemplo,  afundou e não foi por conta do chamado neoliberalismo é porque ela recebeu recursos da comunidade européia -- que exige retorno, mediante certas condições --, se endividou, e não fez o que deveria ter sido feito, ajustes fiscais, controles de déficits estatais, gastou mais do que deveria etc... Eu não sou liberal, porque acredito que o estado é fundamental e ele deve participar sim da economia fomentando o desenvolvimento, mas não podemos cair no discurso fácil e simplório de achar que tudo o que não deu certo é culpa de um monstro chamado neoliberalismo. Aliás, o que é mesmo neoliberalismo

O Enterro de Margaret Hilda




A história tem seus personagens. Goste ou deteste é assim que funciona. Margaret Hilda Thatcher foi importante naquele momento histórico, porque, apesar de ser truculenta nas negociações, porque pouco cedia, foi a partir de seu governo que a Grã Bretanha conseguiu superar velhos ranços estatais e corporativistas que emperravam o seu desenvolvimento. Sim, ela foi liberal,na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais. Sim Thatcher  privatizou e  fez muito bem em privatizar, e o país tomou impulso, isso é inegável. O fato é que, a  economia britânica passou por um desagradável - mas importante - momento de reorganização: houve quebra de empreendimentos que mantinham-se devido a privilégios do governo. Houve sim desemprego e ela aboliu, vejam só, o salário mínimo.

 Eu não diria, como dizem alguns, que seu governo destruiu o chamado welfare state, típico da social democracia. Até mesmo porque o estado de bem-estar social é fundamental em qualquer país do mundo e Thatcher sabia disso. Ela apenas diminuiu o papel do estado na economia, para que ele funcionasse, de melhor forma. É uma respeitável visão de mundo.

O movimento punk tomou impulso em seu governo, outros movimentos sociais também. Realmente, Thatcher -- podem amá-la ou detestá-la -- fez história. Sim, eu sei que minha visão é meio em cima do muro, mas eu diria, como dizem os punks, fuck you.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Um Belo Livro Para Entender o Nosso Complicado Rio Grande



Lira Neto é cearense e está a escrever a biografia de Getúlio Vargas, em três volumes, sendo que o primeiro já está nas  bancas. Recomendo com 5 estrelas, porque neste primeiro tomo ele mostra a trajetória de Getúlio Dornelles Vargas na política do  Rio Grande do Sul. Aliado de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, do Partido Republicano Riograndense, Getúlio, foi aos poucos, galgando espaço num Rio Grande sempre dividido. Essa é infelizmente a nossa característica.

Os Vargas de São Borja eram um pouco (bastante) mafiosos. Manoel Vargas, pai de Getúlio, era pica pau ou ximango, de lenço branco participou da revolução federalista ou  da degola (1893/1895), contra os maragatos, os de lenço vermelho que queriam derrubar o governo de Júlio de Castilhos e sua constituição positivista, mas não conseguiram. O saldo, 10.000 mortos, a grande maioria degolados.

Depois com as sucessivas eleições, muitas delas fraudadas,  do ximango  Borges de Medeiros que teria (???) vencido as eleições contra o maragato Assis Brasil, que tal como Capriles nos dias de hoje, não se conformou com a derrota e convocou o povo para ir as ruas, essa revolta de 1923 foi encerrada com o pacto de Pedras Altas.

O Rio Grande de hoje, guardadas as proporções, continua ideológicamente dividido e é motivo incontestável do nosso atraso, da nossa burocracia, da nossa politicagem, das coisas que emperra, do que não sai do papel, daquela história de um governante não continuar as obras e os projetos do antecessor. Até quando saíremos dessa história, quando deixaremos de ser maragatos e ximangos?

Pedágios da Discórdia





Estamos evoluindo, mas ainda engatinhando nessa questão. Aqui no RS,  Olívio disse que o opositor, o Britto era o pedágio e ele era o caminho. Olívio, na verdade,  foi também o pedágio.

E Tarso também está mantendo os pedágios, porque é uma tarifa importante sobre um serviço --- que continua sendo público -- que é fundamental para a sociedade.

O fato é que o número de mortes no trãnsito nas estradas é assustador. E o que o poder público deve fazer? Duplicar as estradas, torná-las mais seguras.

Mas Tarso Genro ao fazer os pedágios comunitários e formar uma estatal não está pensando na duplicação de estradas, mas na sua reeleição, porque os pedágios vão sim baixar de preço, mas essa estatal não vai ter caixa para realizar as necessárias e fundamentais duplicações.

Melhor forma de resolver o impasse são as parcerias públicos privadas, as famosas PPP's, lei criada no governo Lula do PT e que, infelizmente, o PT do RS não quer aplicar neste complicado estado de discórdia.



Existe um projeto do governo Yeda de PPP de construção de uma estrada duplicada,  RS 010, sim com pedágio privado, mas, por preconceito e politicagem, o governo Tarso colocou o projeto nas estantes do mofo.

E esse é o problema do Brasil e do RS, a politicagem e a demagogia.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Os Esquálidos Não São Tão Esquálidos Assim




Chávez chamava a oosição venezuelana de "os esquálidos". E, de fato, a sonolenta oposição demorou a acordar. Fez, inclusive, a grande burrice de não participar de uma eleição, deixando o chavismo tomar conta das instituições> Não é a toa que os oficialistas controlam hoje  o executivo, o judiciário e o legislativo e, além disso, fazem o chamado controle social da mídia.

 Ninguém poderia imaginar, após a morte do grande líder, que  Henrique Capriles, candidato oposicionista fosse perder com diferença de menos de 2% dos votos. Nenhuma pesquisa indicava isso. A vitória folgada de Maduro, candidato do chavismo, era dada como certa e por razoável margem.

Os esquálidos, os descontentes, os opositores estão mostrando sua força numa Venezuela dividida, inflacionada, com problemas graves de abastecimento e de gestão, onde a corrupção e a violência tomam conta. Maduro não vai ter folga, os esquálidos estão atentos e  aumentando. O chavismo pode sim virar história.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Maduro É A Salvação do Planeta



O candidato do continuismo na Venezuela se superou. No item 7 da razões para votar nele, está o que efetivamente importa, ele é a garantia da salvação da espécie humana no planeta. Arrasou!!!!