
Leio no Blog RS Urgente o seguinte post sobre o apartamento do Olívio Dutra. Evidentemente para chamar a atenção da moçada sobre o contraste entre a Yeda -- eleita pela elite branca e obesa gaúcha -- que comprou uma casa magnífica e espaçosa utilizando-se (talvez) de fundo de campanha e o ético do Olívio que mora há anos num apertado apartamento na Av. Assis Brasil em Porto Alegre. O texto do Rs Urgente está embaixo em vermelho e depois eu comento em preto.
Um leitor do blog envia texto de Adão Oliveira, publicado no Jornal do Comércio, no dia 17 de agosto de 2005. Guarda atualidade:
Ontem (16/08/2005), vi uma foto do ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra, tomando chimarrão, espremido na apertada sala de sua residência, na zona norte da cidade. Até aí nada de mais, não fosse o ex-bancário ter ocupado a chefia do Executivo gaúcho e o ministério das Cidades, durante mais de dois anos do governo Lula. Olívio não é mais governador e muito menos ministro, mas continua o mesmo sujeito simples de antes. O missioneiro, que mandou e desmandou em orçamentos altíssimos, não mexeu em nada que não lhe pertencesse. O cofre nunca lhe caiu nos pés. Terminadas as suas tarefas, Olívio voltava para o acanhado apartamento que um dia conseguiu comprar com os parcos salários que recebia como funcionário do Banrisul.
Olívio Dutra é, pois, um homem honesto! Nem sei porque estou escrevendo sobre isso, porque eu participo do princípio que honestidade não é virtude. Honestidade é inerente ao cidadão. Não ser honesto é um grave defeito de caráter mas, honestidade, não é virtude. Mas virtude ou não, a verdade é que Olívio Dutra é um homem intrinsecamente honesto.
Ontem (16/08/2005), vi uma foto do ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra, tomando chimarrão, espremido na apertada sala de sua residência, na zona norte da cidade. Até aí nada de mais, não fosse o ex-bancário ter ocupado a chefia do Executivo gaúcho e o ministério das Cidades, durante mais de dois anos do governo Lula. Olívio não é mais governador e muito menos ministro, mas continua o mesmo sujeito simples de antes. O missioneiro, que mandou e desmandou em orçamentos altíssimos, não mexeu em nada que não lhe pertencesse. O cofre nunca lhe caiu nos pés. Terminadas as suas tarefas, Olívio voltava para o acanhado apartamento que um dia conseguiu comprar com os parcos salários que recebia como funcionário do Banrisul.
Olívio Dutra é, pois, um homem honesto! Nem sei porque estou escrevendo sobre isso, porque eu participo do princípio que honestidade não é virtude. Honestidade é inerente ao cidadão. Não ser honesto é um grave defeito de caráter mas, honestidade, não é virtude. Mas virtude ou não, a verdade é que Olívio Dutra é um homem intrinsecamente honesto.
Simplorice Não É virtude
Uma das coisas boas da vida é viver bem com qualidade de vida e, sobretudo, morar bem com conforto, espaço etc. Olívio Dutra ganha bem -- recebe pensão de ex governador turbinada recentemente com o aumento da Yeda -- e poderia morar melhor, mas ele não dá valor a esse aspecto material da vida. Prefere ficar morando num apartamento apertado, praticamente sem espaço. Eu não considero isso uma virtude.
O mesmo Olívio ingressou no Banrisul como escriturário e nunca galgou nas diversas décadas que ali trabalhou no banco estatal qualquer promoção. Aposentou-se como escriturário. Também não considero isso uma virtude.
Quando governador, em palestra na Fiergs ou Federasul (sei lá), o Olívio disse que nunca imaginou se tornar empresário porque considera essa uma atividade gananciosa. Também não considero esse discurso uma virtude.
Dizem que Olívio é honesto, eu nunca duvidei disso, mas definitivamente ele não fez um bom governo exatamente porque ele tem preconceito em relação ao mundo capitalista, à sociedade de consumo que, como diz o Caetano, ergue e destroi coisas boas. Se existe uma boa palavra para definir Olívio Dutra é que ele é simplório. E simplorice não é virtude.
































